MPB da nova geração: 7 artistas para ficar de olho em 2022

Gilberto Gil, Chico Buarque, Rita Lee, Erasmo Carlos, Gal Costa, Secos e Molhados, Geraldo Azevedo e Tim Maia. Cazuza, Novos Baianos, Cássia Eller, Caetano Veloso… A chamada música popular brasileira é um verdadeiro celeiro de grandes artistas. E a reboque dessa série de talentos, já temos o que podemos chamar de MPB da nova geração.

Se engana quem acha que MPB é apenas músicos e bandas antigas, conhecidos do grande público. Os jovens expoentes de nossa cultura já vêm dando o que falar. Para quem deseja conhecer essa turma, preparamos uma lista com sete nomes que você não pode deixar de ouvir. Continue a leitura e saiba mais.

7 artistas da MPB da nova geração para você curtir

1. Luedji Luna

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Natural de Salvador, Luedji Luna traz em sua música toda a força da cultura afro-brasileira. Suas letras retratam temas como racismo, feminismo, questões existenciais, a africanidade do brasileiro e os elementos próprios dessa tradição.

Seu primeiro álbum – “Um corpo no mundo” (2017) – é sua produção mais bem-sucedida. A faixa “Banho de Folhas” tem quase 14 milhões de reproduções no Spotify. Assim, ela se tornou o carro-chefe desse trabalho, sintetizando toda a delicadeza do disco.

2. Marina Sena

Marina Sena já é considerada o mais novo expoente do pop nacional. Oriunda da banda Rosa Neon. Nela, formada um quarteto vocal que reunia os músicos Marcelo Tofani, Luís Gabriel Lopes e Mariana Cavanelas. Assim, a mineira surfou em hits do grupo, como “Ombrim” e “Fala lá para ela”.

Já em carreira solo, Marina vem trabalhando na divulgação de seu mais novo álbum, intitulado “De primeira”. O disco já é considerado um sucesso, sobretudo por conta do hit “Por supuesto”. A faixa viralizou no Tik Tok e já conta com quase 12 milhões de reproduções no Spotify, indo parar em 5° lugar na Parada Viral Global da plataforma, lista que reúne as músicas mais tocadas no mundo inteiro.

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Tamanho sucesso também lhe rendeu quatro indicações ao Prêmio Multishow de Música 2021. Ela concorre nas categorias: Álbum do Ano, Canção do Ano, Revelação do Ano e Experimente.

3. Teresa Cristina

Teresa Cristina não é bem o que podemos chamar de uma artista da MPB da nova geração. Isso porque o início de sua carreira remonta a 1999, ano em que a cantora começou a se apresentar pelos bares da Lapa — zona boemia do Rio de Janeiro — a frente do Grupo Semente.

Ocorre que Teresa, até o início de 2020, apesar de diversos discos gravados, era uma artista pouco conhecida pelo grande público. Tudo mudou quando a sambista teve a ideia de começar a fazer lives no Instagram no início da pandemia.

Sem o acompanhamento de nenhum músico ou instrumento, a artista cantava a capela, para a sua pequena audiência, repertórios de grandes nomes do samba, entre outros artistas da MPB. Entre uma música e outra, ela tecia com desenvoltura comentários sobre a vida política do país, tomava algumas cervejas, interagia com seus fãs, recebendo a todos como se estivessem em sua casa ou em uma mesa de bar.

A iniciativa foi um sucesso — sobretudo pela interrupção das apresentações ao vivo — e lhe rendeu milhares de seguidores. Mais do que isso, ela teve a chance de trazer visibilidade para o seu trabalho e, enfim, furar a bolha do samba independente carioca.

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Seu single mais recente é uma parceria com Martinho da Vila, que leva o nome de “Unidos e misturados”.

4. Curumin

O multi-instrumentista Luciano Nakata Albuquerque, o Curumin, se notabilizou por fazer parte da banda de grandes músicos, como Paula Lima, Arnaldo Antunes, André Abujamra e Vanessa da Mata.

Sua estreia em carreira solo acontece em 2003, com o disco “Achados e perdidos”. Desde então, o músico vem trilhando uma profícua trajetória no cenário da música independente.

Em sua identidade musical podemos reconhecer os mais variados ritmos e sons. Samples, música tradicional oriental, ritmos africanos contemporâneos, samba, soul, reggae, dub e funk são os principais deles.

Curumin faz parte de uma grande geração de músicos paulistas que despontaram para o cenário nacional, como Céu, Criolo, Liniker, Tulipa Ruiz e Anelis Assumpção (sua esposa).

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Seu trabalho mais conhecido é o disco “Boca”, que marca a consolidação de um longo trabalho na cena independente.

5. BaianaSystem

O nome BaianaSystem faz referência a dois elementos definidores da identidade musical dessa que já é umas principais bandas da MPB da nova geração: “guitarra baiana” e “sound system” (sistemas de som criados na Jamaica).

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Segundo os próprios músicos, “a ideia inicial era a utilização de bases novas e/ou conhecidas onde a guitarra pudesse assumir o papel de ‘canto’ nesse sistema, dividindo e dialogando com a voz”.

A banda faz um estrondoso sucesso desde 2016, ano de lançamento do disco “Duas cidades”, misturando referências que vão de Dodô e Osmar a Bob Marley.

6. Os Gilsons

Os Gilsons reúnem parte do clã Gil em uma banda formada por: José Gil (filho de Gilberto Gil), Francisco Gil e João Gil (netos). O grupo lançou o EP “Várias Queixas” em 2019, que conta com cinco faixas.

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A que dá nome ao disco é um sucesso do grupo baiano Olodum e vem acompanhada de outras quatro faixas: A voz (Francisco Gil), Love Love (João Gil, José Gil e Julia Mestre), Vento alecrim (José Gil e Luthuli Ayodele) e Cores e nomes (João Gil e Júlia Mestre).

Durante a pandemia, o trabalho do grupo foi coroado com uma apresentação em conjunto com Gilberto Gil em um show chamado de “Nós, a gente”. A apresentação aconteceu no festival Coala e foi acompanhada por milhares de espectadores.

7. Jean Tassy

Jean Tassy é mais uma grata surpresa da chamada MPB da nova geração. Na estrada desde 2015, o artista mistura diferentes ritmos e estilos em sua música ao combinar influências de pop, neo soul, R&B, MPB, bem como hip-hop.

Com o lançamento do disco “Amanhã”, o artista apresenta ao público seu primeiro trabalho em parceria com o badalado produtor Iuri do Rio Branco, que, segundo palavras do próprio Jean, foi um dos grandes responsáveis por seu amadurecimento enquanto músico.

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“Era uma coisa que o Iuri me falava bastante, que precisava sair da minha zona de conforto, fazer um disco muito mais rico, em vez de continuar fazendo a trilha que seguia há anos. Ele me deu essa visão de montar o disco mais conceitual musicalmente”, indica,

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